domingo, 22 de abril de 2012

Passados



Vivia passada, a lembrança
Situação, condição, mutilação
Não se apega ao outro, a tantos
Nunca um encontrar de mãos
De olhar, de sorrisos
O tempo, esse que disfarça
O girar do sol e da lua
Que nos abandona ao léu
E nos faz esquecer faces
Sonhos que o mundo mata
Mas que numa manhã sombria
Sobre o orvalho da noite
Desceram pingos de lembranças
Tão passadas como a lira
E fez renascer ao fundo
A perdida ilusão
De ter vivido o maior
Dos amores distantes

Um comentário:

AMOR disse...

Wuauu! Lindo do início ao fim! Amei.Beijinhos.

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